Professor Geraldo Fernandes representa o Centro de Conhecimento em Biodiversidade na Amazon Week 2026
- Elias Fernandes

- 5 de jun.
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O professor Geraldo Wilson Fernandes, coordenador-geral do Centro de Conhecimento em Biodiversidade (Biodiv), é um dos destaques da delegação brasileira na Amazon Week de 2026. Entre os dias 1º e 6 de junho, o pesquisador cumpre agendas voltadas à formulação de políticas científicas para a Amazônia.
A participação de Fernandes conecta a pesquisa de ponta às demandas do mercado internacional e à formulação de políticas públicas europeias. Com sólida trajetória internacional, o professor utiliza sua experiência em monitoramento ambiental e serviços ecossistêmicos para debater o futuro socioeconômico e climático da região amazônica.

Debates sobre transição justa e inovação
A agenda do professor teve início na última quarta-feira (3/6), no painel “Just Transition in Amazon” (Transição Justa na Amazônia). Na ocasião, Fernandes debateu como o uso sustentável da biodiversidade pode gerar retornos econômicos inclusivos e reverter os desafios sociais da região, transformando ativos ambientais em benefícios tangíveis para as populações locais sem comprometer a integridade ecológica do bioma.
Nesta sexta-feira (5/6), o Centro de Conhecimento em Biodiversidade assume papel central na mesa “Science for Policy in the European Context: Advancing EU-Brazil Cooperation on Amazon Priorities” (Ciência para Políticas no Contexto Europeu: Avançando a Cooperação União Europeia-Brasil em Prioridades da Amazônia). O debate foca no avanço da bioeconomia, resiliência climática e no intercâmbio de soluções baseadas na ciência entre o Brasil e o bloco europeu.

Conexão com a COP30 e articulação em cinco capitais
A quarta edição da Amazon Week ocorre de forma itinerante por Berlim (Alemanha), Bruxelas (Bélgica), Paris (França), Londres (Reino Unido) e Zagreb (Croácia). O evento foi estruturado a partir dos desdobramentos da Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), realizada em Belém no ano passado, com o objetivo de traduzir metas globais de conservação em investimentos práticos e parcerias de mercado.
Além da articulação científica, os encontros bilaterais buscam viabilizar o acesso de produtos de pequenas cooperativas e comunidades tradicionais ao mercado europeu. A programação reforça que o financiamento para o desenvolvimento sustentável e o combate ao desmatamento devem caminhar juntos com a proteção dos direitos humanos e o combate ao racismo ambiental.



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