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Pesquisadores do Centro de Conhecimento em Biodiversidade participam da COP15 em Campo Grande

Fábio Roque, Geraldo Fernandes e Tiago Toma, pesquisadores do Centro de Conhecimento em Biodiversidade. Foto: reprodução
Fábio Roque, Geraldo Fernandes e Tiago Toma, pesquisadores do Centro de Conhecimento em Biodiversidade. Foto: reprodução

A 15ª Conferência das Partes da Convenção sobre a Conservação de Espécies Migratórias de Animais Silvestres (CMS/COP15) acontece em Campo Grande (MS) entre os dias 23 e 29 de março de 2026. O encontro, que conta com a participação de pesquisadores do Centro de Conhecimento em Biodiversidade (INCT/CNPq/MCTI), marca a primeira vez que o Brasil sedia esse debate global sobre a conservação da fauna. Durante uma semana, representantes de 133 nações buscam firmar tratados internacionais para garantir a sobrevivência de animais que se movem regularmente entre diferentes áreas do planeta.


Sediada no Bosque Expo, a conferência ocupa a "Zona Azul", um espaço de acesso restrito da ONU onde ocorrem as negociações formais e decisões ministeriais. A escolha da capital sul-mato-grossense para abrigar a cúpula reflete a importância ambiental do estado, que abriga os biomas Pantanal, Cerrado e Mata Atlântica, rotas vitais para inúmeras espécies em seus ciclos migratórios. Nesse cenário, o debate internacional é presidido pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), focando no tema “Conectando a Natureza para Sustentar a Vida”.


Integração científica e desafios ambientais


A urgência das discussões é sustentada por dados alarmantes: atualmente, a degradação de habitats afeta 75% das espécies migratórias, enquanto a sobre-exploração prejudica outros 70%. Sob a égide da CMS, cerca de 1.189 espécies são protegidas, incluindo aves, mamíferos e peixes que desempenham funções ecológicas essenciais, como a polinização e o transporte de nutrientes. Para enfrentar essas ameaças, a colaboração científica é um pilar central na formulação de políticas públicas que transcendem fronteiras nacionais.


"Ao proteger as áreas importantes para espécies migratórias, nós também protegemos várias outras espécies e esses ambientes. É uma estratégia que conversa com a agenda da biodiversidade e a agenda do clima", afirma o professor Geraldo Wilson Fernandes, coordenador do Centro de Conhecimento em Biodiversidade e do Programa de Pesquisa em Biodiversidade (PPBio). Segundo o pesquisador, restaurar e proteger as áreas onde essas espécies se encontram há milhares de anos é fundamental para sustentar trajetos naturais que cruzam diferentes continentes e países.


Até o encerramento do evento, as delegações devem analisar 17 propostas de alteração nos Anexos da Convenção e votar 16 novas propostas de Ações Concertadas para o próximo triênio. Essas decisões atualizam as listas de espécies ameaçadas e de conservação desfavorável, orientando investimentos globais. O sucesso da COP15 em Campo Grande é visto como um passo decisivo para fortalecer o engajamento coletivo e a popularização da ciência em prol da sustentabilidade.

 
 
 

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