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Ciência como pilar da soberania: Centro de Conhecimento em Biodiversidade e PPBio marcam presença nos 75 anos do CNPq

Foto: Geraldo W. Fernandes
Foto: Geraldo W. Fernandes

A celebração dos 75 anos do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), realizada nesta terça-feira (24/03) no Teatro Nacional, em Brasília (DF), contou com a participação estratégica de pesquisadores do Centro de Conhecimento em Biodiversidade (INCT/CNPq/MCTI) e do Programa de Pesquisa em Biodiversidade (PPBio). O evento, que reuniu as principais autoridades científicas do país, celebrou a trajetória da agência e serviu de palco para o anúncio de novos investimentos que totalizam R$ 7,9 bilhões no ciclo recente, consolidando o conhecimento como pilar do desenvolvimento nacional em 2026.


Fortalecimento das redes de pesquisa e conservação


Para o Centro de Conhecimento em Biodiversidade e o PPBio, a solenidade reafirmou o papel vital das redes colaborativas no avanço do monitoramento e conservação da biodiversidade brasileira. Isso porque a presença dessas iniciativas destacou como o investimento contínuo em infraestrutura de dados e formação de recursos humanos permite que o Brasil mantenha sua soberania no estudo de seus biomas.


Nesse sentido, a integração entre essas redes e o CNPq reflete um histórico de excelência que sustenta grandes pilares da economia e da tecnologia nacional. “Não existe desenvolvimento ou justiça social sem ciência. O sucesso de instituições como a Embrapa e a Petrobras deve-se ao fato de que, em cada ponto estratégico do país, houve um pesquisador financiado pelas bolsas do CNPq”, afirma o coordenador do Centro de Conhecimento em Biodiversidade e do PPBio, professor Geraldo Wilson Fernandes.


Ainda durante a cerimônia, a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, enfatizou que o fortalecimento da instituição é uma escolha política pela inteligência brasileira. Entre os anúncios mais aguardados, destacou-se o programa Profix, que mobiliza R$ 648 milhões para fixar jovens doutores no país, além da manutenção dos Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCTs), que hoje somam 243 redes estratégicas. A expectativa é que tais medidas sejam fundamentais para garantir que pesquisadores da área de biodiversidade tenham suporte para transformar dados científicos em soluções práticas.


Perspectivas para 2026: ciência orientada por missões


No evento, o presidente do CNPq, Olival Freire Junior, ressaltou que 2026 marca uma fase de execução estratégica, focada em tirar do papel as diretrizes da nova Estratégia Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação. Nesse cenário, o trabalho realizado pelo Centro de Conhecimento e pelo PPBio ganha ainda mais relevância, alinhando-se à proposta de uma ciência orientada por missões, capaz de responder a desafios globais como a crise climática, utilizando o conhecimento científico como instrumento de soberania e impacto real na sociedade.


Ao completar três quartos de século, o CNPq se reposiciona como peça-chave de um novo ciclo da ciência brasileira, atingindo a marca de 98 mil bolsistas ativos, com forte incentivo à equidade e diversidade. Para a comunidade de pesquisadores da biodiversidade, o evento não foi apenas um marco comemorativo, mas a confirmação de um horizonte de estabilidade, onde a cooperação científica e a circulação de conhecimento são os motores para um futuro mais sustentável e tecnologicamente independente.


Com informações da Ascom/MCTI

 
 
 

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