Pesquisadores do Centro de Conhecimento em Biodiversidade integram formação de jovens nas montanhas de Wanxian, na China

Pesquisadores do Centro de Conhecimento em Biodiversidade participaram da formação de mais de 130 jovens universitários nas montanhas de Wanxian, na China. A missão de campo teve a participação do professor Geraldo Wilson Fernandes e contou com a participação da pesquisadora Yumi Oki, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). A iniciativa teve como foco o ensino prático de conservação ambiental em áreas montanhosas.
Durante as atividades práticas de botânica e entomologia, o professor Geraldo Fernandes apresentou as notáveis semelhanças ecológicas entre as montanhas do Parque Nacional de Wanxian e a Serra do Espinhaço, no Brasil. Em sua fala, Fernandes destacou que ambos os ecossistemas funcionam como hotspots de biodiversidade; essas regiões rochosas servem de laboratórios naturais essenciais para pesquisas sobre evolução e ecologia.
Parcerias para o futuro da conservação
Fotos: Geraldo Fernandes
O cenário do treinamento, o Parque Nacional das Montanhas de Wanxian, é uma referência não apenas pela biodiversidade, mas pelo ecoturismo desenvolvido sob rigorosos princípios de conservação. Em meio a cânions e vales profundos, a abordagem dos pesquisadores brasileiros despertou um forte interesse entre os alunos e docentes da Henan Agricultural University, a instituição anfitriã.
Como resultado imediato desse engajamento, foram iniciadas tratativas para ampliar a cooperação acadêmica entre os dois países. Estão em pauta o intercâmbio de estudantes, projetos conjuntos de pesquisa em biodiversidade e um programa de cotutela internacional. Essa integração vai ocorrer em parceria direta com o conceituado Programa de Pós-Graduação em Ecologia, Conservação e Manejo da Vida Silvestre (PPG-ECMVS) da UFMG.
O sucesso da iniciativa foi referendado pela cúpula da universidade chinesa, que acompanhou as atividades no campo. O saldo da expedição reforça o compromisso do Centro de Conhecimento em Biodiversidade com a internacionalização da pesquisa e a comunicação científica. Mais do que uma aula prática, a missão consolida parcerias estratégicas que são essenciais para a conservação da biodiversidade em escala global.
Fotos: Geraldo Fernandes



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