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Como os rios dividem os animais amazônicos?

Atualizado: 1 de dez. de 2023

Endemismo na Amazônia explicado para crianças em nova publicação



Os rios podem ser barreiras difíceis para os animais atravessarem, especialmente animais que não sabem nadar ou voar. A região amazônica tem muitos dos maiores rios do mundo, o que limita os movimentos de muitos animais que não podem atravessá-los. Assim, algumas espécies ocorrem de um lado de um rio, mas não do outro lado.


O isolamento de espécies animais causado por rios ou outras barreiras físicas pode gerar os chamados centros de endemismo, que são regiões que possuem espécies únicas não vistas em nenhum outro lugar. Neste artigo, explicaremos como os rios criam barreiras ao movimento de animais e como os centros de endemismo podem contribuir para a fascinante biodiversidade da região amazônica.



O trecho acima faz parte do artigo publicado na revista internacional Frontiers for Young Minds,

que convida cientistas ilustres a escrever sobre suas descobertas em uma linguagem acessível para jovens leitores.


Os pesquisadores do Centro de Conhecimento em Biodiversidade, Hernani F. M. Oliveira e Guarino R. Colli, fizeram parte do time de cientistas que investigou o endemismo provocado pelos rios na Amazônia. O artigo apresenta, em linguagem acessível, a formação dos rios amazônicos, que estão entre os maiores do mundo, e o processo de endemismo das espécies.


Gigantes em extensão e largura, os rios dividem a rica diversidade de espécies de uma margem a outra. Assim, criaram ao menos 11 centros de endemismo na Amazônia, influenciadas por nove rios principais: Branco, Negro, Solimões, Javari, Xingu, Madeira, Tocantins, Tapajós e Amazonas.


Os cientistas explicam o endemismo de maneira simples, como na imagem. (Ilustração: Larissa Goebel e Stephen Nash. Copyright 2013 Stephen D. Nash/IUCN SSC Primate Specialist Group. Usado com permissão.)

Com glossário, ilustrações e muitos exemplos, eles explicam conceitos e dados científicos sobre a distribuição de animais pela floresta ao longo do tempo e o que ainda é preciso pesquisar no futuro para aumentar o conhecimento da Ciência sobre essa região.


Como em outras publicações científicas, o artigo passa por uma revisão. Nesse caso, a revisão é feita pelas próprias crianças, com a ajuda de um mentor científico. Os pequenos revisores fornecem feedbacks e explicam aos autores como melhorar os artigos antes da publicação. O artigo em questão foi revisado por Kaushik, de 8 anos, e Harmony, de 11.


"Foi muito legal publicar esse artigo na Frontiers. Eu destaco a interessante revisão feita pelas crianças. Uma experiência muito gratificante, que recomendo a outros pesquisadores", contou Hernani Oliveira, um dos autores.


Você pode acessar o artigo completo em inglês aqui e usar a ferramenta de tradução da página para o português do seu navegador.


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